Ansiedade na adolescência: quais os sintomas e como ajudar?

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Atualizado em 28/02/2026.

Em resumo:

  • A ansiedade na adolescência pode se manifestar por sinais físicos, emocionais e comportamentais e merece atenção das famílias;

  • Identificar precocemente os sintomas e compreender as possíveis causas permite oferecer o apoio adequado ao adolescente;

  • O acolhimento familiar, o diálogo aberto e, quando necessário, o acompanhamento profissional são fundamentais para ajudar a lidar com a ansiedade.

A ansiedade na adolescência é um tema que vem ganhando cada vez mais atenção de famílias e educadores. Essa fase da vida é marcada por uma intensa transformação emocional, social e física, que pode deixar muitos jovens sobrecarregados diante de tantas novidades e cobranças.

Embora sentir insegurança e preocupação faça parte do desenvolvimento, o alerta surge quando essas sensações se tornam frequentes, intensas e começam a interferir na rotina, no sono, nos estudos ou nas relações sociais.

Diante desse cenário, é fundamental que as famílias saibam reconhecer os sinais e entendam como oferecer apoio. A seguir, veja quais são os principais sintomas de ansiedade na adolescência e como ajudar os jovens nesse momento.

Neste artigo você verá:

  • O que é ansiedade na adolescência? 

  • Quais são os principais sintomas de ansiedade na adolescência?

  • O que pode causar ansiedade na adolescência?

  • Como familiares podem ajudar os adolescentes?


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menina com ansiedade na adolescência aflita sentada no sofá

O que é ansiedade na adolescência?

A ansiedade na adolescência é uma resposta emocional marcada por preocupação excessiva, medo ou sensação constante de alerta diante de situações do dia a dia.

Em níveis moderados, ela é considerada natural — afinal, essa fase envolve muitas mudanças, descobertas e pressões sociais e escolares. O sinal de atenção surge quando a ansiedade se torna frequente, intensa e passa a interferir no bem-estar do jovem.

Em quadros mais persistentes, a ansiedade pode afetar:

Entre adolescentes, esse quadro costuma estar relacionado a fatores como cobranças acadêmicas, transformações do corpo, busca por pertencimento e uso intenso das redes sociais.

Por isso, observar os sinais com atenção e sem julgamentos é essencial para oferecer o apoio adequado.

Quais são os principais sintomas de ansiedade na adolescência?

A coordenadora do curso de Psicologia da Unissau Paulista, Márcia Karine Monteiro, alega que existem sinais de alerta que podem indicar a presença de ansiedade na adolescência. Alguns dos sintomas mais comuns são:

  • Alterações no apetite, 

  • Dificuldades para dormir, 

  • Dores musculares, 

  • Baixa autoestima, 

  • Tristeza, 

  • Dificuldades para socializar, 

  • Perda de interesse em atividades e hobbies, 

  • Desatenção, 

  • Perda de memória, 

  • Falta de ar, 

  • Palpitações, 

  • Medo constante 

  • Inquietude.

Esse transtorno é capaz de prejudicar o desenvolvimento durante a adolescência, sendo importante reconhecer os sintomas para buscar uma solução. Por isso, é fundamental que os jovens com ansiedade recebam o apoio necessário. 

O que pode causar ansiedade na adolescência?

São muitos os fatores que podem causar ansiedade na adolescência. Como mostra o filme Divertida Mente 2, sucesso do cinema entre crianças e adultos,  situações como: mudança de amigos para outra cidade e dificuldade  em lidar com frustrações podem contribuir para a ansiedade. 



Além disso, outros sinais que podem fazer com que a ansiedade assuma o controle da vida dos adolescentes são:


  • Preocupações com aparência;

  • Decepções amorosas;

  • Preocupação com o futuro profissional;

  • Autoestima;

  • Namoro;

  • Separação dos pais;

  • Falta de apoio familiar;

  • Bullying;

  • Ambientes estressantes.

De acordo com a, de acordo com a OMS, 10% da população brasileira sofre de algum tipo de transtorno de ansiedade. Portanto, ignorar os sintomas pode agravar o estado psicológico do adolescente, levando a fobias, transtorno do pânico e até pensamentos suicidas. 


Os pais não devem se sentir culpados pelo diagnóstico de ansiedade dos filhos. É natural relacionar a saúde mental dos filhos com possíveis falhas na criação, mas a culpa não deve ser cultivada, pois os pais não têm todo o conhecimento do mundo.


A culpa interfere no julgamento racional e na tomada de decisões. Em vez disso, os pais devem focar em como ajudar os filhos a superar a ansiedade.

Como familiares podem ajudar os adolescentes a superar esse problema?

Ao identificar algum desses sintomas de ansiedade na adolescência, pais e responsáveis devem estudar maneiras de abordar o problema de forma natural para manter a saúde emocional dos filhos

Márcia ressalta algumas dicas para lidar com a ansiedade nessa fase, como incentivar a prática de exercícios físicos, estimular o diálogo aberto sobre sentimentos, dores e desejos, além de oferecer suporte emocional.

Veja dicas de o que pode ser feito para ajudar adolescentes com ansiedade:

1 - Diálogo

É preciso muito tato e carinho para saber lidar com o momento. Busque entender as causas da ansiedade e como ela está afetando o cotidiano. 

Lembre-se de se mostrar disposto a conversar sobre os medos e frustrações, escutando o que o adolescente tem para dizer e mostrando que ele está em um ambiente seguro.

Essa é uma maneira de contribuir para o desenvolvimento socioemocional do adolescente, ajudando a lidar com suas emoções e aspectos sociais. Depois disso, encontre atividades e costumes que ajudem a aliviar os sintomas e a melhorar o dia a dia do adolescente.

pai conversando com filho adolescente

2 - Alimentação e exercícios

Igualmente é importante buscar uma alimentação balanceada, a qual é fundamental para diminuir a probabilidade de transtornos alimentares ligados à ansiedade. 

Os exercícios físicos também são bons para aliviar a ansiedade na adolescência, pois liberam substâncias como a endorfina, que auxilia no combate à ansiedade. É possível ainda encontrar atividades que sejam prazerosas e possam ser feitas em família.

3 - Terapia

A psicoterapia é recomendada como o tratamento mais indicado para a ansiedade na adolescência. Além disso, é essencial que a abordagem seja individualizada, levando em consideração as necessidades e peculiaridades de cada adolescente. 

Um profissional de saúde mental poderá oferecer orientação adequada e ajudar na busca por estratégias eficazes para controlar a ansiedade e promover o bem-estar emocional.

4 - Medicação

É verdade que nem todos os casos de ansiedade na adolescência requerem o uso de medicamentos. No entanto, em casos em que o transtorno afeta o comportamento e a qualidade de vida do jovem, o uso de medicamentos pode ser aconselhado como parte do tratamento. 

É importante ressaltar que o uso de remédios para a ansiedade deve ser sempre supervisionado por um profissional de saúde, como um psiquiatra ou um médico especializado em saúde mental de adolescentes. 

Eles são os responsáveis por avaliar a gravidade do transtorno e mostrar quais os riscos e benefícios do uso de remédios para ansiedade. Além disso, acompanharão de perto o adolescente durante o tratamento.

Cada caso é único, e a decisão de utilizar ou não medicamentos no tratamento da ansiedade na adolescência deve ser feita de forma individualizada, levando em consideração a avaliação profissional e o bem-estar do adolescente. 

Lembre-se de que, quanto mais cedo o tratamento for aplicado, maiores são as probabilidades de uma recuperação rápida. Os adolescentes estão numa fase importante da vida, por isso resolver esse problema contribui para que eles se desenvolvam de forma integral.

Gostou desse conteúdo? Então compartilhe com outros pais e responsáveis que gostariam de saber mais sobre como lidar com a ansiedade na adolescência. Aproveite e leia outros artigos do nosso blog. 

Como a escola certa pode ajudar adolescentes com ansiedade?

Quando um adolescente enfrenta ansiedade, o ambiente escolar faz toda a diferença no bem-estar e no desenvolvimento emocional. 

Escolas com proposta pedagógica acolhedora, acompanhamento próximo e atenção ao socioemocional tendem a oferecer mais segurança para que o jovem se desenvolva com confiança.

Por isso, além de observar os sinais e oferecer apoio em casa, vale a pena que as famílias avaliem com cuidado a estrutura da escola, a disponibilidade de orientação educacional e as práticas de escuta e acolhimento dos alunos.

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